sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Três esboços de Até Que Enfim é Sexta-Feira, por Manel Fogo


 
Guido numa situação... desconfortável.


É, o guri é mesmo fogo.

Ao menos é o que julgo ao ver os esboços de páginas de nossa nova HQ, Até Que Enfim é Sexta-feira, continuação do lançamento de 2011, Para Tudo Se Acabar na Quarta-Feira

Pois é, as aventuras de Guido continuam, dessa vez na tumultuada década de 1970, entre ditaduras, discotecas e copacabanas.  É, nosso anti-herói resolveu construir um futuro no passado.

E mais não digo.

Nah, digo sim. Essa história é uma baita experiência, pois pela primeira vez estamos criando a trama a quatro mãos, não apenas com palpites meus nos desenhos, mas com muitas sacadas do Manel no texto, sugerindo ideias e conceitos que eu jamais pensaria.

Quem gostou do álbum anterior vai mergulhar de cabeça. O problema será, depois que der uma olhada na arte finalizada, não querer voltar à surperfície para respirar.

O sono tranquilo de Lovecraft.
Bierce versus Crowley. Que vença o pior.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As aventuras intemporais de Clandestina Candente de Cosa

Pelas mãos de Gérson Lodi-Ribeiro, um dos autores presentes na antologia original de 2000, um história da Intempol foi recém-publicada na coletânea Histórias de FC de Carla Cristina Pereira, pela Editora Draco.

A criatura e o criador, em capa sugestiva de Erick Sama

Trata-se da noveleta Clandestina Candente de Cosa, que, além de mostrar as desventuras da protagonista, presta uma homenagem a diversos autores que ousaram viajar pelo(s) tempo(s) em seus textos literários.

Essa jornada de Lodi-Ribeiro pelos interstícios da agência temporal mais brasileira de todos os mundos possíveis já havia sido publicada no falecido site da Intempol, mas está de volta revisada e atualizada.

Quem não leu, corra antes que os últimos exemplares desapareçam num limbo espaço-temporal.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O projeto da capa de Intempol: Para tudo se acabar na quarta-feira


A criação e confecção da capa de Quarta-feira form processos a parte e demorados. A HQ já estava nos finalmentes quando decidimos pensar a ilustração, as cores e a tipografia.

A primeira ideia que nos ocorreu foi fazer um cartaz de blockbuster dos anos 70, ou nos moldes dos trabalhos do mestre Benício.

Manoel fez alguns estudos:



Infelizmente, apesar de mostrar todos os elementos principais da trama em composições arrojadas, não era bem isso que esperávamos como “efeito”. Então comecei a pensar se o “Carnaval”, tão presente na trama, não deveria ser evidenciado.

Desenvolvi o rough abaixo:


Ali estavam o carro alegórico, a passista, o efeito especial e os protagonistas, mas não claramente, em silhueta apenas.

Também não funcionou. O lettering, por outro lado, estava começando a tomar forma e resolvi mantê-lo no rascunho seguinte, mas com um swing “anos 70”.


O caminho, afinal, parecia estar mais claro - ou escuro, se levarmos em consideração a paleta de cores escolhida. No final, depois de muita discussão sobre anatomia e de como se arremessa uma granada (?!?!?), chegamos à uma proposta colorida.

Então, depois de uma verdadeira faxina, decidimos retirar todos os elementos que causavam ruído, voltamos com o conceito de cartaz de filme de ação para a quarta-capa (com o carro e os outros personagens, sendo que os soldadinhos migraram para as “orelhas” da capa) e fechamos no que seria a capa definitiva, já com desenhos de Manoel.

O logotipo de Osmarco Valladão ganhou uma tarja preta e “raios elétricos” substituíram os brilhos indefinidos de antes. O letreiramento também ganhou um update, ficou mais condizente com o clima de agressividade da história, e o alfabeto de apoio buscou aliar personalidade e discreção. O logo da Draco foi posicionado à direita inferior, ponto nobre da capa e consideramos o trabalho pronto.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A noite dos tempos: lançamento de Dieselpunk e Intempol: para tudo se acabar na quarta-feira

Os autores e o fim do estoque. Foto de Cláudia Quevedo Lodi
No dia 1º de dezembro de 2011, a Blooks Livraria, em Botafogo, foi palco de mais um evento ligado à literatura de gênero brasileira. Desta vez, num lançamento duplo da Editora Draco: a antologia Dieselpunk, organizada por Gerson Lodi-Ribeiro, e o álbum de HQ Intempol: para tudo se acabar na quarta-feira, da dupla Octavio Aragão (que sou eu!) e Manoel Ricardo. À mesa, apenas Gerson Lodi-Ribeiro e eu assinávamos os livros, já que o ilustrador capixaba Manoel não pôde comparecer.

A noite foi concorrida, com mais de sessenta pessoas percorrendo os corredores da livraria sob o olhar de Elisa Ventura, mix de empresária e agitadora cultural, que sempre abriu as portas da Blooks para eventos do porte da SpaceBlooks e diversos lançamentos.

Dentre os presentes, designers, acadêmicos, jornalistas e, claro, quadrinistas decidiram dar uma chance às aventuras movidas a diesel presentes nas noveletas da antologia literária e aos tiroteios intemporais da polícia cronal, em sua segunda investida em formato Graphic Novel.

Com texto de Octavio Aragão e desenhos de Manoel Ricardo, essa é a quarta história em quadrinhos baseada nas aventuras dos agentes intemporais surgidos na antologia de contos Intempol, lançada em dezembro de 2000, pela editora Ano Luz [as anteriores foram a webcomic A Mortífera Maldição da Múmia, de Carlos Orsi e Kalango Produktado, o álbum colorido The Long Yesterday (Comic Store, 2005) e Belvedere Blues (uma história curta publicada na revista Wizard, em 2006), ambas de Osmarco Valladão e Manoel Magalhães]. O que, porém, diferencia esse álbum das demais aventuras quadrinísticas da série é que, pela primeira vez, o cenário é brasileiro.

Estiveram presentes, entre diversos outros, convidados do naipe de Athos Eichler Cardoso, o maior conhecedor da obra de Angelo Agostini, pioneiro quadrinista ítalo-brasileiro, a doutora e pesquisadora Profª Rosza VelZoladz, o quadrinista Mig, parceiro de Ziraldo nas diversas séries do Menino Maluquinho, o colunista de O Globo Henrique Koifman, Carlos Hollanda, pesquisador, músico e professor, o designer e professor da EBA-UFRJ, Celso Guimarães (inspiração para um dos personagens da série Intempol e que foi devidamente apresentado à sua contraparte ficcional), Marcelo Serpa, publicitário, cientista político e professor da ECO-UFRJ, e o casal Glória e Amaury Fernandes, designer e coordenador de graduação da ECO-UFRJ. O pesquisador e quadrinista Carlos Eugênio Patati levou a filha, que compôs com meus filhos e os de outros convidados um inusitado e energético elenco infantil.

Mãos à obra! Foto de Cláudia Quevedo Lodi
Manoel Magalhães, quadrinista ganhador do prêmio Harvey 2010, ilustrador e co-autor das Graphic Novels Intempol: The Long Yesterday e O Instituto, ambas em parceria com Osmarco Valladão, também compareceu, acompanhado pelos designers José Antônio, programador visual do Fórum de Ciência e Cultura e professor da PUC-RJ, Ana Carreiro, Marisa Araújo e Paula Wienskoski, designers da Editora UFRJ, Lila Montezuma, designer do Fórum de Ciência e Cultura e a artista plástica Christina Barretto.

Do âmbito da ficção científica brasileira, o mais novo antologista da praça, Luiz Felipe Vasques, o multiartista Alexandre César, a volta de um dos decanos do CLFC, Rubenildo Pithon de Barros, a historiadora, escritora e publisher Ana Cristina Rodrigues, o colega hyperfanático Rafael Luppi, o amigo Professor Bruno, o jornalista Daniel Ribas, Pedro Barros, e o Homem Renascentista da FC brasileira, músico, poeta, escritor e antologista Braulio Tavares.


Também compareceram amigos dos autores de diversas áreas, desde o núcleo familiar, passando por alunos de hoje e ontem, até alguns do tipo “long time no see” de infância e adolescência que deram o ar da graça. Infelizmente, nem todos saíram com seus exemplares nas mãos, pois em pouco mais de sessenta minutos tanto Dieselpunk quanto Quarta-feira se esgotaram, mas isso não impediu a confraternização e boas horas de risadas, conversas e até uma gravação impagável para o podcast Quadrimcast, com as participações dos amigos Leandro Laurentino e esposa, Leo Spy e Nikita.

Resumindo, uma noite para não esquecer! Bom vinho, bons amigos e bom humor.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

E depois do Rio, Vitória!

O ilustrador Manoel Ricardo deu o toque pelo Facebook: dia 14 de dezembro tem lançamento de Para Tudo Se Acabar Na Quarta-feira na capital capixaba. Segue a mensagem:

“Não marquem nada pro dia 14 de Dezembro, hein? LANÇAMENTO da história em quadrinhos Para Tudo se Acabar na Quarta-Feira (Octavio Aragão e este ruivo desenhista que vos tecla) , no Hortomercado (Praia do Suá), com show da Babulina Sambagroove! Pra quem acha que não tem nada a ver samba com quadrinhos, compareça e comprove por A mais B!”




Só para deixar registrado, Manoel fará o que eu sempre tive vontade: misturar um show com um lançamento. Show de bola, guri!

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