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sábado, 9 de maio de 2015

A volta de Lace O`Malley


A nova aventura noir da Intempol
Em 2005, Osmarco Valladão e Manoel Magalhães produziram a versão em quadrinhos de The Long Yesterday, um conto originalmente publicado na primeira antologia Intempol, organizada por mim em 2000. Ambos foram indicados ao Prêmio HQ Mix como, respectivamente, roterista e desenhista “revelação”. A partir daí, a dupla vem elencando projetos e mais projetos, entre álbuns – O Instituto (Aeroplano, 2006), O Coronel (Nemo, 2012) – e webcomics, com destaque para a constante participação na antologia inglesa Aces Weekly, organizada por David Lloyd.

Apesar de tantos trabalhos diferentes, os dois sempre nutriram um carinho especial pela Intempol, a empresa de segurança temporal mais anti-ética e questinável de todos os mitoversos, e resolveram dar continuidade às aventuras do agente Lace O`Malley, herdeiro dos detetives hard boiled criados por Dashiel Hammett e Raymond Chandler. O resultado dessa nova incursão no tempo é Mau Yee, que reune Lace a seus parceiros Thaller e Reno, todos devidamente recrutados pela Intempol, para resolver uma encrenca em Chinatown, nos anos 20. Quem e o que eles enfrentam é surpreendente e, até agora, um mistério, mas posso adiantar que envolve um perigo ancestral e, claro, um belo paradoxo que pode esculhambar com a História como nós precisamos dela, afinal, trata-se de uma história sobre caras durões, de maus bofes e que viajam no tempo. Delicadeza não é o forte deles.

Então é isso. O`Malley está de volta e meus parceiros me permitiram mostrar algumas páginas aqui em primeira mão. Quanto ao resto da história, bem, eu poderia contar mais para vocês, mas teríamos de eliminá-los da linha temporal e isso faz uma bagunça danada. Aproveitem!

              

terça-feira, 22 de julho de 2014

The Long Yesterday: o passado condena, mas o futuro redime

O criador da Intempol, retratado por Osmarco Valladão



Bem-vindo, novato, eis seu crachá de visitante. Mantenha-o à mostra durante a visita. 

Não toque em nada. Segurança é tudo.

Sabe como é, a história não é fixa e qualquer modificação, por menor que seja, muda tudo. Você não gostaria de exterminar a si próprio inadvetidamente. Deixe-me guiá-lo por estes corredores brancos.

A partir de 1998, o porvir será interessante, com alguns de nossos conceitos sobre fluidez cronal e realidades alternativas caindo no senso comum. No cinema, haverá a revelação da Matrix, dos Homens de Preto e de uma coisa chamada Avatar, mudando nossa maneira de ver o mundo e revelando alguns segredos ao público. Observaremos o amadurecimento de um evento na Internet chamado “redes sociais”, que reunirá pessoas em tempo real, o tempo todo. 

Tempo, tempo, tempo.... sempre ele. No Brasil haverá a ascenção de uma presidenta e nos Estados Unidos, um líder chamado Obama. Curiosamente – e você vai pensar que estou de brincadeira, mas a história é irônica – também aparecerá um líder terrorista chamado Osama, que, munido de dois aviões e alguns avoados, derrubará duas torres. Tudo isso, recruta, acontecerá num piscar de olhos, enquanto seus dedos digitam as Caixas Registradoras e passam os Cartões Cronais, equipamento padrão da Intempol. 

Em 1998 suge – sim, acostume-se com as mudanças abruptas dos tempos verbais em uma conversa – o primeiro sinal da Intempol, num conto chamado “Eu Matei Paolo Rossi”, que conta subversivamente a verdade por trás de todas as Copas do Mundo. Pois é, sabe aquelas teorias conspiratórias que enxameam as fofocas diárias? São todas verdadeiras. Todas, até as que você sabe que são impossíveis. 

Cada um dos contos da série Intempol, escritos por autores diversos, revelam realidades tão palpáveis quanto críveis que chamamos de “Mitoverso”. Dentre esses contadores de histórias, está Osmarco Valladão, pai de Lace O’Malley, um detetive chandleriano em uma Hollywood de sonhos e sandices, de clones temporais e planos megalômanos. O conto The Long Yesterday, que conta a aventura de um homem de ação recrutado por uma empresa dedicada à adequação da história aos seus propósitos, foi  publicado no mítico ano 2000, dentro da antologia Intempol, e virou um álbum em quadrinhos em 2005.

A narrativa roteirizada por Valladão e desenhada pelo prolífico e legendário Manoel Magalhães recebeu indicações para prêmios, mas desapareceu rapidamente das livrarias, talvez devido à ação de forças externas (cof... cof...), deixando um gosto de irrealidade, de lembrança de um sonho à beira do despertar. A Intempol continua a aparecer eventualmente – serão publicados, até 2014, quase 50 contos, dois romances, dois albuns em quadrinhos e uma webcomic – mas O’Malley e sua gangue sumiram por tempo demais. É hora do retorno. 

Seja bem-vindo, calouro, e participe do ressurgimento do detetive mais durão de todos os tempos, no Catarse.

Sim, isso é uma convocação. E uma celebração.

Alguns brindes para os colaboradores. Sim, isso é com você!




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Uma vida entre quadros (ou “Apenas um molequinho que gosta de quadrinhos”)




As primeiras HQs e o álbum de estréia (fotos Osni Aragão e Erick Sama).


Hoje, com o nascimento do álbum em quadrinhos Intempol - Para tudo se acabar na quarta-feira, chegou ao fim um namoro de mais de quatro décadas (na foto ao lado eu contava cinco anos de idade).

Trata-se de uma história em quadrinhos escrita por mim e desenhada por Manoel Ricardo, esse menino que está tão distante em tantos aspectos e que, ao mesmo tempo, parece um irmão caçula.

Não posso reclamar da vida. Ser um estreante de 47 anos nessa mídia que adoro é tão emocionante ou mais do que se tivesse acontecido na adolescência ou nos loucos 20 anos.

O namoro acabou. Virou casamento.
Há loas no álbum, sim, mas preciso falar de muito mais gente que foi responsável por este momento e que não tive como agradecer na página impressa. Muito obrigado ao Manoel, que me aturou por tanto tempo; ao Erick Sama, que acreditou no projeto; à Luciana que é meu norte; ao Pedro e ao Gui, que me inspiram; ao Osmarco, pelos longos papos desde 1986 e pelo logotipo bonito; ao Fábio, parceiro em tantos brainstorms; ao Ivo, o melhor amigo distante que tenho; ao Gérson, o Grande Patrono; ao Carlos, ao Carlos e ao Carlos (cada um sabe quem é, mas se não sabem, adivinhem); ao compadre Amaury; ao Gilberto, pelas tardes inesquecíveis que deram origem a tantas histórias ainda não contadas; ao Manoel M, ao Tibúrcio e ao Tarso, caras que me impressionaram com o talento e o traço e de quem fui parceiro em infinitos mundos alternativos; ao João, ao Gitto e ao Adelmar, por serem a melhor banda do mundo; aos amigos que fizeram minha história, Cláudio Jorge, Ruy, Cláudio e Eduardo; e a todos meus alunos passados, presentes e futuros parceiros, de quem tanto me orgulho (sim, estou falando de vocês mesmo).

E, pai, principalmente a você, a quem devo tudo, Tintim por Tintim.




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